16/07/2010

Fornecedor a Fornecedor: o vestido do Alta Costura Mariá


Durante o ano anterior ao casamento, fui contando do vestido. Em maio de 2009, fechei com a Alta Costura Mariá durante a ExpoNoivas. No segundo semestre, foram vindo as provas: a 1a, a 2a e a 3a. No mês anterior ao casamento, em janeiro de 2010, houve a 4a prova, que não comentei porque saí de lá vencida, sem forças. Só fui falar de novo sobre o vestido quando passei por 3 provas na antevéspera do casamento. Aliás, o termo prova(ção) se aplica bem àquele dia, tanto para mim quanto para as costureiras que ficaram responsáveis pelo meu vestido.


Sim, porque são costureiras que ficam responsáveis por seu vestido, não o estilista. Que eu saiba, isso é verdade em muitos ateliês e não é um problema; é só a forma que as coisas são feitas. Mas enfim, as costureiras, assim como o estilista, pareciam não simpatizar com o meu gosto por detalhes, coisas como um decote em V que termine exatamente entre os seios (e não tronchinho para lá), uma barbatana que não fizesse o peito ficar pontudo que nem a foto clássica da Madonna nos anos 80s, uma mantilha bordada que fosse realmente bordada em todos os pontos que era para ser, um plissado que não fosse diferente em cada lado, uma costura bem acabada, uma grinalda com todas as pedras do mesmo tamanho, uma cauda que não afofasse, etc, etc, etc. Eu sempre me sentia uma aberração em pedir o cuidado que, para mim, era sine qua non, como se eu estivesse sendo exigente demais, chata demais, mimada demais.


E estava sendo. Porque, pro final do processo, eu não queria falar nada, eu só queria chorar como se alguém no parquinho tivesse me tirado a minha bonequinha. E tudo que agitava minhas cordas vocais saía por dentes trincados, de quem administra sempre muito mal a raiva.

Enfim, quem clicar nesses links dos meus relatos de provas de vestido vai acompanhar uma cliente perdendo a paciência. É uma aula de marketing pronta, um estudo de caso pelo reverso da moeda. Houve um tempo em que tentei levar no bom humor, mas, sabe, perdi tanto a paciência, que nem tenho mais vontade de falar nesse meu grande erro.

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P.S.: Para ser justa, eles consertaram muitos dos defeitinhos que apontei aí, outros não deu tempo e ficou assim mesmo. Eu é que acho que esses defeitos sequer precisavam ser apontados.