Quem fechou foram meus irmãos com minha mãe, e eu já não sei dizer mais o nome do fornecedor, só que ele é figurinha fácil nas feiras de noiva e que começa com O se não me engano (Olliver?).

Não sei se a bebida era boa ou não porque não entendo lhufas e nem provei. Sei que o cálculo dele foi certeiro em servir com fartura sem sobrar muito. Ah, e o povo que bebe se acabou na bebida, então devia ser boa.

O único senão (e que senãozão) foi o susto na véspera do casamento, pois, a 30 minutos de fechar na 6a feira, o povo da casa de festas me avisa que nada das bebidas chegarem, e que bebida tem de chegar antes para dar tempo de gelar. Tasca eu ir atrás dos meus irmãos, que foram atrás da empresa, que falou que o rapaz já tinha saído, mas pareceu não entender a gravidade da situação. Enfim, o motorista, apesar de estar acostumado com entregas na Casa do Alto, chegou lá depois do horário de encerramento, mas a Casa do Alto foi 1000 e esperou. Ah, e quem me ligou avisando do recebimento foi a casa, não o fornecedor de bebidas.

(Também, noivas, podem anotar aí na listinha de razões para ter cerimonialista para planejamento, não só a do dia. Se eu tivesse tido uma, não teria ficado nem sabendo e, em vez de um estresse na véspera do casamento, teria passado o dia em brancas nuvens.)


Pois é, eu não sei.

Aquele casamento que planejei por um ano é fácil de dizer: foi em 06/02/2010.

O dia em que começamos a morar junto foi quando fui convocada pelo concurso e precisamos vir para a nossa atual cidade: 30/11/2009. 

Mas a gente morava em hotel, não é coisa assim muito definitiva, de maneira que pensemos no nosso 1o apartamento juntos, que conseguimos dia 19/02/2010, e para o qual nos mudamos depois sei lá quando.

Três datas, uma desconhecida, e ainda tem a lembrança da data em que iniciou o namoro, 08/06/08, que ainda celebramos.

Assim sendo, todo fim de mês e início de outro, celebramos alguns meses de casados e uns tantos mais de namoro. É legal também porque coincide com o FAB Dia Feliz, hilária alcunha que o marido escolheu para o dia em que a Aeronáutica deposita meu pagamento.

Ou seja, felizes 5 ou 7 ou 4 meses de casados, querido!


Então, meninas, venho por meio desta comunicar-lhes meu maior fracasso como noiva. Estamos casados há quase 5 meses e ainda não escrevemos os cartões de agradecimento aos convidados presentes e pelos presentes dos convidados. 

Daí vocês podem imaginar a minha cara quando a eficientíssima noiva-agora-esposa mecatrônica perguntou meu endereço ASSIM QUE VOLTOU DE LUA DE MEL. Eu congelei. "Ai, vem cartão de agradecimento pelo presente que dei a ela... e eu ainda nem agradeci a presença dela e do então noivo, além dos presentes que me deram."

Jisuix, me salve! Está aqui no meu computadorzinho o nome de cada convidado, seu endereço, se foi ou não à festa e o que nos deu de presente. E o que eu faço com essa informação? Nada! Justificativas não faltam para o atraso, mas, ao mesmo tempo, tanto atraso é injustificável.

E o maridão quer me enrolar dizendo que entregar o cartão agora, 5 meses depois, é mais feio do que não entregar nenhum, ao que eu retruco, "feio é não agradecer e, no mais, o que faríamos com 150 cartões de agradecimento personalizados, ô, bonitão?"

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Ah, e, para as ainda noivas, há quem diga que se deve escrever os cartões antes da cerimônia, de forma a você não acumular para a vida de casada (meu caso, como vocês podem ver). Tenho, para essas pessoas, duas perguntas:

1 - você não quer agradecer pela presença mais do que pelo presente? (DÚVIDA MAIOR E SOBERANA)

2 - você mora no Rio, por um acaso? Tipo, eu não sei de casamento de paulista, de brasiliense, de baiano ou de gaúcho, mas a maior parte dos meus convidados comprou o presente na semana anterior. Alguém em sã consciência se preocupa com cartão de agradecimento na antevéspera do casamento?