*****ESTAMOS COMPLETANDO DOIS MESES DE CASADOS! IUHUUU! ******
A decoradora Cris Magalhães foi a salvadora da pátria, a minha lady in shiny armor. Ela aceitou decorar o casamento faltando apenas um mês, entendeu o que eu gostava e não gostava e, sozinha, comigo en la distancia, coordenou com os outros fornecedores para que eu tivesse o que eu queria, o que ela só descobria por email. Aliás, noivas internéticas, eis sua decoradora.



Ainda por cima, ela entendeu o orçamento limitado por conta do pacote com a casa, topou trabalhar com fornecedores e objetos da Casa do Alto, compreendeu minhas implicâncias com algumas coisas muito em voga, em suma, aceitou tudo que poderia fazer o trabalho dela mais difícil e arrasou.

Tanto assim o é, que eu, que tinha combinado com o fotógrafo de focar nas pessoas, não na decoração, depois me vi choramingando por alguma outra foto do trabalho da Cris. E não foi só eu, não. Se você for pegar a máquina de qualquer convidado, verá foto de arranjos, da mesa de doces, da disposição dos pratos, de tudo. Ou seja, todo mundo se apaixonou e queria levar uma recordação daquela beleza toda.



Quem me conhece sabe que eu sou a rainha de focar nos defeitos. E sabe que eu falaria mal (como já falei) do meu próprio casamento sem dó. Claro que eu consegui catar um defeitinho aqui e ali, mas o resultado foi que 1o fiquei maravilhada; depois fiquei maravilhada; em seguida, fiquei maravilhada e percebi defeitinhos; por fim, fiquei só maravilhada de novo. E aposto que eu e a Drika, a noiva arquiteta, fomos talvez as únicas que vimos as linhas torta na parede forrada de tecido, a cortina que não foi recolhida, as manchas nos sousplats e o tapete velho aproveitado da Casa para trazer o rosa à sala do bolo. É, isso foi tudo (normalmente, eu não fico abaixo de 347 defeitos) e só foi observado porque eu devo ter sida inspetora do ISO9001 em outra encarnação. E a inspetora aqui daria à Cris o certificado A+ plus plus com estrelinhas. Porque decorar requer talento, mas criar um ambiente mágico, um ambiente que dá de beber aos olhos em beleza nunca antes vista, ah, isso é para pouquíssimos.

:) Quase esqueço! Teve surpresa também. Ela sabia que eu amo vaso de porcelana e não botou no orçamento, mas, quando eu cheguei, lá estavam eles na mesa dos doces. Juro que, não fosse o cuidado com a maquiagem, eu teria chorado de comoção ali.




P.S. 1: Essas são nossas avós. :D
P.S. 2:  Dani, quando eu vi as gaiolas na mesa do bolo, logo pensei em você, kkk.
P.S. 3: Sem querer querendo, o maridão tava combinando com a decor, vejam vocês!
P.S. 4: As fotos do Rogerio estão todas antes desta frase. As demais foram de convidados.
P.S. 5: Minha mãe e eu amamos não ter toalha descendo até o chão porque estava muito quente naquele dia. Minha avó perguntou onde estavam as toalhas da mesa. Eu respondi, "presas nelas, vó". Depois ela viu que metade das mesas estava coberta de tecido listrado em azul; a outra com tecido estampado na mesma cor. Tava lindo. :D
P.S. 6: Aluguei as mesas por fora, e aí as cadeiras ficaram um pouco baixas para as mesas. Atenção, noivas!



Genteeeeeeeeee, eu estava tão empolgada com internet e tempo para postar de novo que
(1) acidentalmente, postei dois num dia só porque me esqueci de agendar um;
(2) reescrevi um post sem perceber.

Juro que não foi 1o de abril. Sempre reclamo dos blogs que fazem posts falsos nesse dia. E aí fiz igual sem perceber! kkkkkkkkkkk 

Vou deixar aquele post lá só por conta da linda foto tirada pelo Rogério.

Então, peço desculpas e aproveito pra reiterar o desejo de ótima Páscoa pr'ocês. :*


Continuando a série iniciada pelas fotos dos dicionários, queria compartilhar com vocês as nossas fotos favoritas.


Aqui eu com meu amigo heavy metal, que, lamentalvemente, deixou a festa antes de ouvir a música em homenagem a ele, "Radio Gaga", mas não antes de deixar esse registro sem preço.

Até parece que eu levo jeito pra coisa! kkkk Odeio rock pesado, mas esse rapaz aí não tem como não adorar.


(PAUSA NO POST PARA DESEJAR UMA FELIZ PÁSCOA A TODOS.)

Já estamos casados há quase 2 meses, mas ainda não completamos 2 anos de namoro. Por conta desse namoro relâmpago, pensamos que seria legal contar aos convidados a história do casal. Afinal, muitos convidados importantes para nós não tinham nem tido chance de conhecer a mim ou a ele. 

Por isso, sob os leques nas cadeiras dos convidados, botamos um programinha com um texto sobre nossa história. Título brilhante by o então noivo? "A Etimologia do Casal". Tínhamos de manter o tema de dicionário, não é?

O design e execução foram da Eilá da Papel à La Carte. Ela usou umas margaridinhas estilizadas para manter o motivo floral da cerimônia sem infantilizar.  

Pra quem ficou curioso, aqui vai o texto.


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A etimologia do casal

Os nubentes de hoje podem ser um pouco paquidérmicos ao caminhar ou ao falar, mas, na história deles, tudo foi muito rápido. Os dois se conheceram num curso de tradução em 2004, e tchum!, quatro anos depois, estavam apaixonados. The Flash esses dois!



Brincadeiras à parte, a história foi mesmo acelerada depois que começou para valer. Levanta a mão aí se você se surpreendeu com o convite! Isso, agora disfarça e abaixa a mão, que nem todo mundo está nesta parte do texto, e a senhora da fileira de trás já está te achando um doido.



Voltando à história, eles mantiveram contato, especialmente pelo MSN. Michel se mudou para Juiz de Fora; a Natália foi, quase sem juízo, para fora. A distância do Rio de Janeiro e dos seus familiares deu assunto para os dois, que, além disso, compartilhavam uma grande curiosidade pela língua inglesa. No início de 2008, os dois criaram juntos um blog sobre vocabulário de inglês. O primeiro texto do blog ensinava a dizer “onde o vento faz a curva”, em outras palavras, descrevia onde a Natália tinha se enfiado. Aliás, Michel era um dos 10 leitores do outro blog da Natália, que contava suas aventuras na terra dos coalas.



Começaram a sério às vésperas do dia dos namorados, em junho de 2008, com direito a um vaso lindo de gérberas, comprado pela internet, chegando na residência estudantil dela no dia 12/06. Esse era um namoro à distância meeesmo; 13325 km, para sermos mais precisos.



Mas, logo, logo, apareceu a margarida de Michel. Meio destruída depois de 2 dias de viagem, mas apareceu. (Vocês vão reparar numa quantidade especial de margaridas na cerimônia. É isso. No casamento do Michel, a escolha floral tinha de ter vindo de um trocadilho, lógico!)



Logo depois, os dois deram seu primeiro beijo. Foi no dia 30 de julho de 2008, já com um mês e meio de namoro. Foi esse também o 1º dia em que foram assaltados juntos. Bem-vindos ao Rio de Janeiro.



Alguns meses depois, descobriram que os dois pensavam em casamento... e para logo. Marcaram a data, um pouco mais cedo do que imaginavam, para garantir que todos os seus entes queridos compareceriam (olha a moral, Iu!). Mas, quem diria, a vida deu uma volta, Natália passou num concurso, e foram os dois para São José dos Campos, morando juntos por já dois meses antes de dizer o sim.



Então, daqui a pouco, quando você sentir a convicção no “sim” dos noivos, pode ter certeza que, além de muita paixão, além de muito amor, tem conhecimento de causa. O verbete “casamento” já foi testado e aprovado pelos pombinhos. E agora, ao himeneu!
 
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O mais engraçado foi o que a última palavra gerou de polêmica. Houve quem reclamasse da pompa desnecessária ("pra que falar difícil?"); houve quem compreendesse pelo contexto; e houve quem entendesse que pedir definição do verbete fazia parte da brincadeira. E mais um segredinho para vocês: eu também não conhecia. Alguns meses antes, durante os preparativos do casório, o noivo me saiu com esse palavrão, e eu, obóvio, fui procurar no Houaiss, meu outro moreno claro bonito e sensual.