(PAUSA NO POST PARA DESEJAR UMA FELIZ PÁSCOA A TODOS.)
Já estamos casados há quase 2 meses, mas ainda não completamos 2 anos de namoro. Por conta desse namoro relâmpago, pensamos que seria legal contar aos convidados a história do casal. Afinal, muitos convidados importantes para nós não tinham nem tido chance de conhecer a mim ou a ele.
Por isso, sob os leques nas cadeiras dos convidados, botamos um programinha com um texto sobre nossa história. Título brilhante by o então noivo? "A Etimologia do Casal". Tínhamos de manter o tema de dicionário, não é?
O design e execução foram da Eilá da
Papel à La Carte. Ela usou umas margaridinhas estilizadas para manter o motivo floral da cerimônia sem infantilizar.
Pra quem ficou curioso, aqui vai o texto.
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A etimologia do casal
Os nubentes de hoje podem ser um pouco paquidérmicos ao caminhar ou ao falar, mas, na história deles, tudo foi muito rápido. Os dois se conheceram num curso de tradução em 2004, e tchum!, quatro anos depois, estavam apaixonados. The Flash esses dois!
Brincadeiras à parte, a história foi mesmo acelerada depois que começou para valer. Levanta a mão aí se você se surpreendeu com o convite! Isso, agora disfarça e abaixa a mão, que nem todo mundo está nesta parte do texto, e a senhora da fileira de trás já está te achando um doido.
Voltando à história, eles mantiveram contato, especialmente pelo MSN. Michel se mudou para Juiz de Fora; a Natália foi, quase sem juízo, para fora. A distância do Rio de Janeiro e dos seus familiares deu assunto para os dois, que, além disso, compartilhavam uma grande curiosidade pela língua inglesa. No início de 2008, os dois criaram juntos um blog sobre vocabulário de inglês. O primeiro texto do blog ensinava a dizer “onde o vento faz a curva”, em outras palavras, descrevia onde a Natália tinha se enfiado. Aliás, Michel era um dos 10 leitores do outro blog da Natália, que contava suas aventuras na terra dos coalas.
Começaram a sério às vésperas do dia dos namorados, em junho de 2008, com direito a um vaso lindo de gérberas, comprado pela internet, chegando na residência estudantil dela no dia 12/06. Esse era um namoro à distância meeesmo; 13325 km, para sermos mais precisos.
Mas, logo, logo, apareceu a margarida de Michel. Meio destruída depois de 2 dias de viagem, mas apareceu. (Vocês vão reparar numa quantidade especial de margaridas na cerimônia. É isso. No casamento do Michel, a escolha floral tinha de ter vindo de um trocadilho, lógico!)
Logo depois, os dois deram seu primeiro beijo. Foi no dia 30 de julho de 2008, já com um mês e meio de namoro. Foi esse também o 1º dia em que foram assaltados juntos. Bem-vindos ao Rio de Janeiro.
Alguns meses depois, descobriram que os dois pensavam em casamento... e para logo. Marcaram a data, um pouco mais cedo do que imaginavam, para garantir que todos os seus entes queridos compareceriam (olha a moral, Iu!). Mas, quem diria, a vida deu uma volta, Natália passou num concurso, e foram os dois para São José dos Campos, morando juntos por já dois meses antes de dizer o sim.
Então, daqui a pouco, quando você sentir a convicção no “sim” dos noivos, pode ter certeza que, além de muita paixão, além de muito amor, tem conhecimento de causa. O verbete “casamento” já foi testado e aprovado pelos pombinhos. E agora, ao himeneu!
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O mais engraçado foi o que a última palavra gerou de polêmica. Houve quem reclamasse da pompa desnecessária ("pra que falar difícil?"); houve quem compreendesse pelo contexto; e houve quem entendesse que pedir definição do verbete fazia parte da brincadeira. E mais um segredinho para vocês: eu também não conhecia. Alguns meses antes, durante os preparativos do casório, o noivo me saiu com esse palavrão, e eu, obóvio, fui procurar no Houaiss, meu outro moreno claro bonito e sensual.