25/02/2010

Fornecedor a Fornecedor: Os Noivinhos

Disclaimer: as fotos que ilustram este post foram tiradas por convidados.
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Quando comecei os preparativos, tinha certeza de que não queria noivinhos. As madrinhas chiaram, chiaram, e acabei me convencendo que essa era uma forma fácil e barata de personalizar o casamento. 

Mesmo assim, não gostava daqueles bonequinhos muito realistas com rosto de caricatura. Tem gente que ama, e eles são, inclusive, muito, mas muito mais caros que os demais. Mas fui me encantando com os bonequinhos mais infantilizados e resolvi que o noivinho seguraria um volume do dicionário, e a noivinha seguraria o outro, mas lado a lado, como que "juntando os dicionários" (para quem é novo por aqui, a história foi explicada neste post).

Acabei fechando com a Cris Dias, que é disputada a tapa. Afinal, seus bonequinhos são fofos, e seu preço é bem competitivo. Para vocês terem noção, tive de acertar em maio de 2009, época em que ela só tinha vaga a partir de fevereiro de 2010!!!!!!

Só que os meses passaram, e meu gosto mudou um pouco. Em vez de bonequinhos tais quais o da Cris, eu queria bonequinhos bem gordinhos, quase que bonecos de neve. Pedi para a Cris fazer os noivinhos obesos e, bem, vejam o que saiu.



Estão uma gracinha, todo mundo amou, eu inclusive, mas, na foto dos noivinhos com os noivos de verdade, estaremos in denial total. Tipo, essa gorda não se enxerga de fazer o bonequinho magro, não?

Pois é, juro que não era minha intenção ter noivinhos assim, magrinhos de dar dó. Segundo a  mãe da Cris disse à Danee, que fez o super favor de ir buscar os noivinhos lá em Niterói para mim, não dava para fazer mais gordo que isso.  Fiquei frustrada nesse aspecto porque, como quem me acompanhou bem sabe, não me identifico com  uma imagem magra de mim, tanto que não quis emagrecer para o casamento. Mais: no questionário super detalhado que a Cris pede que preenchemos, fui sincera quando disse lá meu peso e altura. E essa bonequinha pode até ter 1m53 na escala, mas está longe dos 93 kg... (O maridón também é mais pesadinho, mas deixa quieto, que ele não gosta de ser lembrado disso.)

Bem, pelo menos posso pendurar a foto deles na geladeira como estímulo para dieta.

Por outro lado, os dicionários ficaram lindos. E  o terno do noivo e o meu vestido estavam mais perfeitos nos bonecos que na vida real.  Ah, e o que é essa bochechinha rosa e esse olhinho doce da noivinha!!!  Quem não a conhece que a compre, kkkk.

21/02/2010

Personalizando o Casamento (3)

Disclaimer: as fotos que ilustram este post foram tiradas por convidados, não por profissionais.
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Uma forma de personalizar o casamento que adoro é fazer homenagens a pessoas especiais na sua vida. Fato: nem todos os convidados vão entender o porquê de uma coisa ou outra, mas todos vão poder sentir o clima de carinho.

Por exemplo, minha avó entrou com as alianças. A ideia era que ela entrasse lado a lado com a avó do Michel, mas, meses antes, a avó dele começou a ter mais e mais dificuldades de locomoção. Para que a homenagem à avó dele, apaixonada por Carlos Gardel, não fosse perdida, minha avó trouxe as alianças ao som de uma versão instrumental de "El día que me quieras". E essa foi a única vez em que eu me desmontei no casamento, ouvir essa música linda ao mesmo tempo que via minha avó toda faceira com sua bolsinha feita do tecido do vestido. (A bolsinha, por sinal, virava uma almofadinha de alianças! Era muuuuuuito fofa!)




Cantando para si mesmos a romântica letra ("El día que me quieras,/ la rosa que engalana/se vestirá de fiesta/con su mejor color./Y al viento las campanas/dirán que ya eres mía,/y locas las fontanas/se contarán su amor"), Michel e eu estávamos desconcertados tentando observar tudo ao mesmo tempo que fazíamos o que era esperado de nós. Minha avó sorria muito e dizia "calma, calma". Mal posso esperar para ver se o fotógrafo conseguiu pegar os detalhes. 

Outra homenagem foi a meus pais. A música que os pais e padrinhos dançaram foi "Chuva de prata", da Gal Costa, uma favorita de minha mãe. Antes disso, eu dancei com meu pai uma valsinha surpresa.

Aqui cabe uma pausa para explicações. Meu pai, junto com minha mãe, parece ter sido a pessoa mais impactada com a notícia de meu casamento. Durante esse ano de preparativo, volta e meia, encontrava-o cabisbaixo. "Tataia vai casar," dizia ele, usando meu apelido de pequena. E, como se se recusasse a aceitar que eu tinha crescido, cantarolava uma canção de ninar que ele sempre associou comigo: "Menininha do meu coração, eu só quero você a 3 palmos do chão".


Quem conhece meu pai sabia que meu casamento lhe seria um baque. Foi muito engraçado, por exemplo, quando liguei para convidar uma amiga dele que me viu crescer: "Maria Alice, vou casar." Ela respondeu na lata,"E seu pai ainda está vivo?" (Aliás, noivas, contem aí: seu pai está sobrevivendo à notícia de seu casamento?)

Bem, voltando à homenagem, no grande dia, a cerimonialista disse que ele tinha de me tirar para dançar logo depois da 1a dança do casal. Ele me pegou, como combinado, sem saber a música que vinha pela  frente. Nos 1os acordes da valsinha, fez um bicão e disse "sacanagem, isso é sacanagem com seu velho e querido pai". Pouco depois, inverteu a lógica de pai e filha  e deitou a cabeça no meu colo como quem pede proteção materna. E foi assim que dançamos "Menininha", de Toquinho.