13/11/2009

Meu prazer secreto & o casamento

Geralmente, quando estou sozinha num carro ou num ônibus, fico olhando para o lado de fora. Vejo o movimento da rua: das árvores, dos carros, mas, sobretudo, dos passantes. Invariavelmente, meu olhar cruza com outra pessoa que tem o mesmo hábito. Os dois observadores se entreolham. Às vezes, um fica com vergonha e desvia o olhar. Outras vezes, o outro fecha a cara como se o culpasse por invasão de privacidade. Mas tem dias, tem vezes, tem pessoas que olham de volta... e retribuem o meu sorriso. E há pessoas especiais que, quando o fazem, o sorriso brilha também nos olhos.

Isso acontecer é uma das coisas de que mais gosto num dia. É como se a pessoa validasse e valorasse a minha existência. É um olhar de "ei, você está aí, um ser humano no mundo!". E eu respondo, "ei, você também!".

Hoje, uma menina desconhecida de uns 16 anos percebeu a minha existência, e eu, a dela. A minha alegria foi imediata, como quem foi tocado por uma varinha de condão.

Noiva, lembrei-me de por que gosto tanto do ritual do casamento. Casamento é uma celebração em que esse momento mágico de felicidade genuína pelo outro -- pelo outro ser, pelo outro estar, por ambos se quererem bem -- se multiplica nos olhares dos noivos, dos pais, dos padrinhos, dos convidados...

E, por mais que noivas neuróticas, como eu, queiram cuidar de cada detalhe para que tudo saia perfeito, a perfeição mesma é imprevisível. Pode ou não acontecer na sinergia das pessoas, pois a perfeição é três vezes exigente. Requer que todos estejam lá, realmente estejam e sejam lá; que, altruisticamente, reconheçam a existência dos noivos naquele momento tão feliz para eles; e, por fim, que se permitam ser tomados por essa felicidade também.

É raro. Mas acontece muito em casamentos. E eu estava pensando que a neura desta noiva pelos possíveis micro-defeitos pode, na verdade, é impedir que algo tão macro aconteça. Ou pior, impedir que ela perceba.

12/11/2009

Casamento azul, rosa, amarelo e branco

Quanto às cores da decoração, eu tinha migrado de tons pastéis (todos) para azul, amarelo, rosa e branco. Sim, todas juntas. Azul, amarelo, rosa e branco.

Imagino que você tenha feito cara de quem chupou limão. "Que mistureba!!" Mas, rá, vejam esta decoração de Patricia Vaks (obrigada, anja Drika, por me indicar o nome!). Estou surtando. Já casamos e não fomos informados? kkkk







Até o noivo elogiou a beleza do conjunto e das partes, gente! :)

Pro casamento ser nosso, falta tirar essa vista toda da cerimônia (que chato!) e compensar com uma vista durante a festa. E, principalmente, falta inserir um detalhezinho que é o tema do nosso casamento. Graças, né? Porque, se fosse tal e qual até em tema, eu tinha um treco, desistia de tudo e me declarava já casada.















(Fotos por DecaFoto)

Veja mais em
Site da decoradora Patricia Vaks
Flickr da decoradora Patricia Vaks

11/11/2009

Flores, pra que te quero!

Elly marcou de conversar com Ângela Silveira, fornecedora de buquês. Mayra foi acompanhá-la. Eu me enfiei no meio. Babijoia quis ir também. No fim das contas, foi um encontro louco com uma fornecedora e QUATRO noivas. 4 noivas blogueiras, ainda por cima!

Mais produtivo o combo não podia ser. Mayra, a noiva do mês de May, fechou com ela. E acabei de fechar com ela também! Two down, two to go! kkkk [Atualização: 3 down! A Elly também! Segundo o noivo do casal Juntando, essa florista deve ser uma vendedora e tanto!]


A Angela conseguiu o milagre de misturar dois buquês de que eu havia gostado, sendo que um era todo modernoso (o de orquídeas acima, que é dela, por sinal) e outro mega-tradicional (este abaixo). O tradicional, aliás, tem três qualidades de flores, duas das quais não dão em fevereiro. Haja jogo de cintura da florista para conseguir dar jeito e achar opções de flores parecidas.



(Fotos: Anuário Caras 2008)

No fim das contas, fiquei com um buquê de rosas-chá com não-sei-o-quê rosa (uma flor em formato de estrelinha para substituir a chuva de prata [Atualização: a engenheira espiã Elly anotou o nome e a descobriu no google: é a calanchoê]), matinho (que equivaleria ao ornitogalo no buquê da foto) e uns poucos jasmins brancos (substituto do narciso), envoltos em fita marfim com a renda do vestido. Ou seja, em termos de flor, está mais para o tradicional, que é para combinar com o meu vestido metido a vintage. Por outro lado, o formato é mais parecido com o do modernoso, o que, segundo a Angela, vai me dar uma alongada, o oposto do que um buquê redondo muito certinho faria.

Aliás, comparando o que a Edla Barros, outra maga de buquês, e a Angela falaram sobre buquê para noiva baixinha e gordinha, percebi que as opiniões eram tão díspares, que faço minhas as palavras de Elly, "melhor fazer do jeito que você quer mesmo". Afinal, jeito certo, pelo visto, não existe.

Ah, quase esqueço, ganhei as lapelas do noivo e de todos os pais e padrinhos de graça. É bom ter pouca gente no altar, viram! A lapela do noivo combina com meu buquê. Os demais vão com uma orquídea. :)

Contatos:
Angela Silveira: (21) 2275 7982 (em Copacabana)
Edla Barros: (21) 2572 7546/ 2268 9240 (na Tijuca)

10/11/2009

Subscrição de convites - o dilema



Os convites do casamento sairão do forno em breve e, ato contínuo, irão para a calígrafa. Nesse momento, precisarei entregar a ela uma lista dos meus convidados. Isso já é chato porque tenho de saber exatamente como se escrevem os nomes de dezenas de pessoas. Tá, eu, euzinha, ficaria feliz se recebesse um convite à Nathalia, mesmo o meu nome não tendo H, mas tem gente que fica magoadíssima com um erro desses. No entanto, o problema principal não é nem a ortografia.

Abdicamos dos fatídicos convitinhos. Não fariam sentido para uma festa que se dá no mesmo local da cerimônia. A consequência negativa dessa decisão foi que agora dependemos da subscrição dos convites para dar uma dica de quantas pessoas estão realmente convidadas por aquele convite. Não acho que nós tenhamos muitos convidados sem noção que queiram trazer o primo de 2o grau. Na verdade, antevejo o problema contrário. Muitos convidados poderão ficar tímidos em levar um acompanhante se virem o convite dedicado só a um. Só que estamos contando com esses acompanhantes. Afinal, não queremos ninguém deslocado no casamento, sentindo falta da namorada, de alguém para papear ou o que seja. Entretanto, para sanar essa questão botando o nome do acompanhante no convite, teríamos de saber de antemão os nomes dos acompanhantes (e, nesse bolo, tem até colega casada de cujo marido desconheço até o nome!). Sacaram o trabalho hercúleo e o alto potencial de gafe?   

Estou pensando em botar só o nome do convidado oficial e, na hora de entregar, avisar que o acompanhante é esperado. Porém, não sei como (onde) minha vida estará na época de entrega de convites e pode ser que eu entregue alguns via terceiros ou pelo correio. Alguma ideia?


P.S.: Meu feminismo mandou a tradição cantar em outra freguesia; portanto, se a pessoa próxima é a mulher, vai o nome dela primeiro, obviamente.

08/11/2009

3 meses

Passou, e eu nem percebi. Faltam só três meses agora. Quer dizer, até um pouquinho menos. 3 meses... Isso merece três vivas:

IPI-IPI-URRA!
IPI-IPI-URRA!!
IPI-IPI-URRA!!!

E, pros amigos da Letras que só me revirem em 3 meses:  when we meet again, may it not be in thunder, lightning, or in rain! LOL

Por que queremos casar ao pôr do sol

Por que queremos casar ao pôr do sol:



  • apesar de a entrada da Casa do Alto ser um escândalo à noite
  • apesar de, como lembra a Elly, os defeitinhos, como falta de limpeza e de conservação, ficarem mais evidentes durante o dia
  • apesar da maldade com os convidados (e com os noivos!) que é uma cerimônia ao ar semi-livre (tem teto, vai!) com o sol poente de fevereiro


  • porque o fotógrafo vibrou com a ideia da luz do pôr-do-sol
  • porque OMG olha essas fotos
  • porque acaba cedo e os mais velhos da família aguentam mais tempo da festa
  • porque a festa mesmo vai ser no ar condicionado, então, poxaaaa, deixaaaa!

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Fotos retiradas do {casandoideias}