Eu já devo tê-los feito sofrer com vários posts chatos, porém este há de ser insuperável. Será sobre a parte burocrática do casamento. Nada mais será comparável em chatice, espero. Quer dizer, exceto as continuações deste post. Porque burocracia não acaba nunca.

    Comecemos, então, com o passo-a-passo do casamento civil na experiência dos noivos do Juntando. Vai que ajuda algum noivo perdido.


  1. Entrei no site de Consulta de Cartórios e descobri que tinha de procurar um tal de Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais.

  2. Lá mesmo, cliquei em "pesquisar na comarca" e catei um cartório no meu bairro que fizesse casamentos, pois já tinha descoberto que só poderia dar entrada nos papéis no bairro de um nos noivos. Achei a 8a circunscrição, que, convenientemente, atende tanto meu bairro quanto o Alto da Boa Vista, onde será a cerimônia.

  3. Anotei tudo o que precisaria:

  • 2 testemunhas, que podem ser parentes, portando cada uma 2 cópias de seu RG e CPF, além desses documentos no original

  • os 2 noivos presentes

  • comprovante de residência do noivo que mora no bairro

  • documentos dos noivos (originais com 1 cópia): certidão de nascimento (preferencialmente emitida até 6 meses antes), identidade e CPF

4. Observei que eles cobram os olhos da cara.

5. Vi que o prazo para casar, uma vez que a licença sai, é de apenas 90 dias e que os papéis demoram de 30 a 40 dias a ficar prontos, de maneira que não poderia fazer nada até 4 meses antes da data do casamento.

6. Marquei as datas das papeladas no Google Calendar do casal (esta é super-dica, hein!), que nos envia e-mail na data, e na agenda do casamento em papel.

7. A 6 meses do casamento, fui ao cartório em que eu fui registrada tirar uma certidão nova para mim, e andei um pouquinho por Copacabana até achá-lo, pois ele se mudou nesses 27 anos (queridos, sejam espertinhos e tentem descobrir o telefone cartório antes. Por sorte, o meu novo cartório era perto do antigo e deu para achar perguntando pro povo na rua.).

8. Na mesma época, uma amiga do noivo -- que roubei para mim também -- descobriu o telefone do cartório dele em outra cidade (ajuda inestimável, querida), de forma que conseguimos receber a certidão dele por sedex.

9. Fui anotando indicações de juiz de paz. Descartamos a Maria Vitória de Copacabana, que tem fama de chegar atrasadíssima e de falar esoterismos. Estamos considerando a Lilah Hagen, de um cartório no Centro, e a Sandra Regina, do Cartório do Catete. Vamos ver se conseguimos conversar com elas ou, idealmente, assistir a um casamento feito por elas.

*Aguardem os próximos capítulos da novela mais chata de que se há de ter notícia*




Vocês se lembram que escrevi aqui sobre a canção com que vou entrar na cerimônia? Lembram que eu fiz a maldade de não dizer qual era?

Pois então. Minha família toda está em pulgas para saber qual é a música, maestro.

Apresento-lhes a prova mais recente, tirada de uma conversa em um lanchinho familiar no dia de São Cosme & Damião.

Eu: Mãe, temos de escolher uma música para sua entrada.
Família fala várias opções, mãe e noiva gostam de umas, rejeitam outras. Começa-se a levantar sugestões para a entrada dos padrinhos também.
Tia, com ar displicente: E o seu pai, com que música vai entrar?
Eu: Ora, meu pai entra com a minha música!!!
Tia: Sim, mas qual?
Eu: Espertinha!
Tia: Tentei.


kkkkk E ela tem tentado mesmo! Não passa uma semana sem que ela invente uma forma nova de me perguntar. Mulher inteligente é phodda. Já quase me pegou várias vezes.


O mais engraçado é que, antes de eu fazer suspense, o meu pai foi informado da música, já até praticou a entrada comigo ao som da música, mas NÃO LEMBRA!!! Abençoai a falta de memória de paizinho! (Claro que ele não contaria se eu pedisse sigilo, mas, no esquecimento, qualquer segredo fica muito mais seguro.)


Ei, isto aqui mudou.
É, o template anterior era temporário, mas foi ficando... Fiz, finalmente, o header como eu queria, o que levou horas dado que eu não sei usar nenhum programa de manipulação de imagem. Isso aí fui eu arriscando com o Picasa.
Todavia, não consigo reduzir a imagem para caber melhor (quantos pixels tem um header do Blogger? Como faço para reduzir os pixels de uma imagem? Como faço para o Blogger aceitar incluir o header no lugar do dele, e não usar o dele como moldura? Enfim, muitas perguntas!). Por isso, mudei para este template que não tem muito a ver, mas foi o que melhor disfarçou minha limitação.
Alguma blogueira mais versada aí? Namoroivo?


© H. Armstrong Roberts/ClassicStock/Corbis

As duas maiores preocupações do noivo em relação ao planejamento do casamento não têm nada a ver com a cerimônia. Ele quer que estejamos afinados quanto às nossas expectativas monetárias na vida em comum e quanto à divisão das tarefas domésticas. Está certíssimo. Afinal, segundo um podcast americano que ouvimos recentemente, essas são justamente as duas maiores causas de divórcio nos EUA. (Como eles aferem isso não faço ideia.)


As tarefas domésticas nos pareceram mais tranquilas de dividir. Como nós dois trabalharemos mais ou menos o mesmo número de horas por dia, a divisão dos afazeres de casa será 50/50, levando em consideração às limitações de cada um. Por exemplo, ele não cozinha (a ponto de achar que eu sim!), e eu me canso ao pendurar roupa lavada por falta de força. Dessa forma, fica o fogão para mim, e a máquina de lavar para ele. E por aí vai. A gente prevê que muita coisa vá precisar de reajuste, mas, por enquanto, o assunto nos parece resolvido.


Agora, o dinheiro é complicado... É muita coisa para considerar. O podcast ajudou bastante. Recomendo a quem tiver boa compreensão oral de inglês. Também é legal, apesar do título megalomaníaco, o livro Casais inteligentes enriquecem juntos.



Algumas coisas que o livro e o programa nos ensinaram:



  • Existe "traição financeira", ou seja, um cônjuge gasta (ou guarda dinheiro!) escondido do outro. Confiança é essencial num casamento, mas tem de ser baseada em informação, como em reuniões periódicas sobre a situação financeira.

  • É bom ser de certa forma independente um do outro financeiramente. Não dá para pedir autorização cada vez que você resolver comprar um chiclete. Uma "mesada" para cada um é uma sugestão que permite essa liberdade de escolha sem atrapalhar o orçamento do casal.

  • É importante saber falar honestamente sobre dinheiro, inclusive durante o noivado, para que os pombinhos conheçam as crenças um do outro em relação a dinheiro.

  • Aliás, há de se conhecer também. Você é mais de aproveitar o momento ou de pensar no futuro? As duas coisas são importantes.

  • Se há dívidas ou problemas do gênero, parem de culpar um ao outro. Provavelmente, um gastou, mas o outro permitiu. Então que cada um assuma 50% da culpa para que os dois possam resolver o problema juntos.

  • Se você acredita que dinheiro é poder, cuidado na relação em que um ganha bem mais do que o outro. Nesse caso, dividir as contas ao meio é injusto com quem ganha menos. Esta pessoa às vezes tem de investir todo o salário para pagar metade de uma conta total que está além de seus padrões. Uma solução é cada cônjuge botar no bolo em comum a mesma porcentagem de seus rendimentos em vez de a mesma quantidade de dinheiro.

  • Por outro lado, "não é assim que eu faria se fosse solteiro" não é um pensamento que ajuda. Acorde para a hora do Brasil: você se casou. Há de se achar uma solução no meio-termo.

  • O dinheiro tem duas questões. A contabilidade é a parte estritamente numérica (entraram R$50 aqui, saíram R$20 ali) e pode até ficar por conta de um só, desde que o outro tenha acesso total aos números quando quiser. Mas o gerenciamento do dinheiro, que envolve decisões e até sentimentos, é de responsabilidade dos dois individual e conjuntamente.

  • Enfim, também termos de dinheiro e gastos, o casamento é uma parceria. Há de se trabalhar para a parceria de vocês funcionar.