© Brent T. Madison/CorbisA 9 meses da grande data, começou a caça ao vestido. Para alguns, estou adiantada. Para outros, ó-meu-deus-natália-você-é-muito-zen. Trocadilho mais batido impossível, mas só se for zen-saco.
Fui a uma costureira renomada num dia e a cinco lojas no dia seguinte. A costureira me deu um chá-de-cadeira de uns 20 min. Ah, se o noivo estivesse lá! Teria saído no mesmo pé! Em seguida, a simpatícissima senhora ligou a máquina replicadora de clichês, saindo-me com pérolas da sorte de "você não é gorda, é gostosa." Para completar, depois de eu falar cinco vezes que não queria o tipo X, ela me deu o orçamento justamente dele. Lógico, pois o tecido era mais barato. O vestido sairia pela "bagatela" de R$7400.
Obviamente, não, obrigada.
Baixei a bola e fui procurar pela Tijuca. Fui numa casa de noivas na R. Uruguai, com modelos de Kiko Arantes. A atendente super-simpática se solidarizou com o drama da noiva gordinha, mas não tinha nada para mim. Só se eu fosse direto com o estilista fazer 1a locação. Todavia, como o estilo dele é muito diferente do que estou procurando (tipo os da ilustração), resolvi riscá-lo da lista.
Depois de uma passadinha numa loja "simples mas honesta", como diz o noivo, fui para a
Tutti Sposa, uma das lojas mais faladas no
metié. Amam-na, odeiam-na ou ambos os sentimentos juntos. O último foi meu caso. A casa domina uma rua inteira na Tijuca e tem opção à vera. Para as magras, evidentemente. Mas, mesmo para mim, havia 2 vestidos! Nenhum dos dois era como eu queria, mas já fiquei feliz de conseguir experimentar alguma coisa. Agora, o que ninguém merece é aquele atendimento. Além de a casa estar caidinha (acreditam que a porta era presa com uma espécie de durex?), a vendedora que me foi designada não sorria, mascava chiclete displicentemente e, supra-sumo do só-quero-o-meu-salário-no-fim-do-mês, perguntou-me, "quando você diz decote em V, quer dizer decote em coração?"
Pára tudo!! Meus aluninhos de sete anos sabem a diferença entre um V e um coração. Como é que uma vendedora de moda me pergunta isso? Como é que euzinha, que não diferencio seda de cetim, posso saber mais que ela?
Mas eu já sabia que lá varia muito de vendedora para a vendedora e estava preparada para encontrar esse tipo de gente que age como se sua mera existência fosse um favor para o mundo. Deixemos a senhora lá no direito dela de não fazer o esforço de ser simpática ou de aprender o ABC de seu ofício.
Fui então para a
Internovias, em Ipanema. Ah, da água para o vinho!!! Todos abriram um sorriso lindo ao me ver e me deram um tratamento de primeiríssima, mesmo não tendo nenhum vestido no meu tamanho. Tenho certeza de que eles sabiam disso desde o princípio (o máximo que eles tinham era 48, e eu sou 54), mas isso não os demoveu. A vendedora sentou do meu lado e já adivinhava os vestidos de que eu gostaria, só de eu ter apontado 2 ou 3. De qualquer forma, restou-lhes pedir que eu esperasse até agosto, quando chega a coleção 2010, que, pela 1a vez, trará vestidos exclusivamente em tamanho grande. É esperar para ver quão grande é a novidade, hehe.
Mas será que, com esse povo ansioso à minha volta, eu consigo esperar até agosto para talvez quem sabe fechar o vestido?
Sem chance. (Ou, para combinar com a noiva, "fat chance!" kkkk) Então que venha o ExpoNoivas!