O buquê... O buquê...

Então, eu engasguei com o buquê e parei de escrever no blog. Qual o problema? O problema é que eu não gostei do meu buquê, mas falar isso é injusto porque não foi culpa da fornecedora. Foi culpa minha, mesmo.

O buquê foi uma das últimas coisas que fechei, já sem paciência para essa história de casamento. Não levei foto dos 1300 buquês de que gostei e tentei descrever um ou outro para a florista. Ela ficou com foto de apenas dois, de revistas que ela possuía. Dois buquês antagônicos, conforme mostrei aqui. E ainda por cima, só conversei com ela no confuso (e divertido) dia em que fui com 3 outras noivas, não voltando para uma conversa mais tête-a-tête.

Moral da história: duas das outras noivas, a Elly e a May, voltaram lá e tiveram seu buquê dos sonhos. Eu, por outro lado, não queria nem tirar foto com o meu. O fotógrafo desistiu porque eu saía com a cara amarrada sempre que ele me fazia tirar foto olhando para o buquê.



(Essa cara de "te mato, buquê" é a minha cara tentando sorrir em foto posada com o dito cujo.)

Ainda por cima, no verão de 38 graus, a minha mãe sai para buscar o buquê, deixa no carro e vai comprar iogurte e mais não sei o quê para mim. O que acontece? Minhas flores chegaram ao hotel em que eu me arrumava meio abatidas, sem viço. (Não dá para ver na foto, mas, vai por mim, deixar flor no carro no verão carioca não é legal.)


Todo mundo achou meu buquê lindo. Se fosse para outra noiva, eu também teria achado. O fato é que o buquê era lindo. Lindo, sim. Só não tinha a ver comigo. Olhando bem, agora, percebo que era só tirar as rosas, que eu teria gostado, porque não ficaria nada de buquê comum nele. Pena que eu não tive esse insight no grande dia.

Então, insisto, não foi culpa da Angela. Foi culpa da minha preguiça de não ter querido voltar lá para explicar melhor o que tinha e não tinha a ver comigo. Ou de não ter pensado em arrancar as rosas ali mesmo.

Ah, claro que quem pediu rosas no buquê fui euzinha mesmo. Pra vocês terem noção da burrice da pessoa.


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Durante o ano anterior ao casamento, fui contando do vestido. Em maio de 2009, fechei com a Alta Costura Mariá durante a ExpoNoivas. No segundo semestre, foram vindo as provas: a 1a, a 2a e a 3a. No mês anterior ao casamento, em janeiro de 2010, houve a 4a prova, que não comentei porque saí de lá vencida, sem forças. Só fui falar de novo sobre o vestido quando passei por 3 provas na antevéspera do casamento. Aliás, o termo prova(ção) se aplica bem àquele dia, tanto para mim quanto para as costureiras que ficaram responsáveis pelo meu vestido.


Sim, porque são costureiras que ficam responsáveis por seu vestido, não o estilista. Que eu saiba, isso é verdade em muitos ateliês e não é um problema; é só a forma que as coisas são feitas. Mas enfim, as costureiras, assim como o estilista, pareciam não simpatizar com o meu gosto por detalhes, coisas como um decote em V que termine exatamente entre os seios (e não tronchinho para lá), uma barbatana que não fizesse o peito ficar pontudo que nem a foto clássica da Madonna nos anos 80s, uma mantilha bordada que fosse realmente bordada em todos os pontos que era para ser, um plissado que não fosse diferente em cada lado, uma costura bem acabada, uma grinalda com todas as pedras do mesmo tamanho, uma cauda que não afofasse, etc, etc, etc. Eu sempre me sentia uma aberração em pedir o cuidado que, para mim, era sine qua non, como se eu estivesse sendo exigente demais, chata demais, mimada demais.


E estava sendo. Porque, pro final do processo, eu não queria falar nada, eu só queria chorar como se alguém no parquinho tivesse me tirado a minha bonequinha. E tudo que agitava minhas cordas vocais saía por dentes trincados, de quem administra sempre muito mal a raiva.

Enfim, quem clicar nesses links dos meus relatos de provas de vestido vai acompanhar uma cliente perdendo a paciência. É uma aula de marketing pronta, um estudo de caso pelo reverso da moeda. Houve um tempo em que tentei levar no bom humor, mas, sabe, perdi tanto a paciência, que nem tenho mais vontade de falar nesse meu grande erro.

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P.S.: Para ser justa, eles consertaram muitos dos defeitinhos que apontei aí, outros não deu tempo e ficou assim mesmo. Eu é que acho que esses defeitos sequer precisavam ser apontados.


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O Juntando, como bem observou a Danee, voltou brevemente de seu período vegetativo, mas já, já, ele morre de vez. Faltam alguns posts sobre alguns fornecedores (2 já estão no forno, inclusive  o da minha opinião sobre o meu vestido), mas não haverá muita sobrevida. No entanto, eu não queria desamparar as muitas noivas que o Santo Google traz aqui diariamente por causa dos posts-lista de fornecedor. Mas também não queria passar a vida atualizando lista sobre fornecedor de uma cidade em que sequer moro mais.

Diriam as Organizações Tabajara, meus problemas acabaram!

Botei todos os contatos de casas de festas e de fotógrafos num site chamado Bem Bacana, que é do maridão (!). Lá abrimos uma comunidade para as noivas brasileiras, em que se podem discutir notícias e trocar figurinhas. O mais legal da coisa é que todo mundo pode votar para que um fornecedor suba ou desça da lista, fazendo dela algo muito mais relevante, em vez de um rol de serviço bom misturado com serviço medíocre.

Gostei da ideia porque um site que me ajudou muito foi a comunidade Casar é Fácil do Orkut. Foi muito bom saber o que as recém-casadas achavam dos fornecedores que escolheram. Por outro lado, para saber, eu tinha de ler mais de 40 páginas por tópico, buscando, no meio de milhares de comentários, aqueles que me eram relevantes. Pois bem, no Bem Bacana, vai dar para atrelar os comentários sobre um fornecedor aos dados dele (é só clicar em RESPONDER sob o nome do fornecedor), ou seja, você não precisa ler a opinião do povo sobre casas em São Conrado se você vai se casar em Campo Grande. ;)

Por enquanto, estão lá as casas de festas e os fotógrafos. Vejo vocês lá para fofocar!
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P.S.: Mulher boa de jabá essa que o Michel tem. kkkkkkk


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Quem fechou foram meus irmãos com minha mãe, e eu já não sei dizer mais o nome do fornecedor, só que ele é figurinha fácil nas feiras de noiva e que começa com O se não me engano (Olliver?).

Não sei se a bebida era boa ou não porque não entendo lhufas e nem provei. Sei que o cálculo dele foi certeiro em servir com fartura sem sobrar muito. Ah, e o povo que bebe se acabou na bebida, então devia ser boa.

O único senão (e que senãozão) foi o susto na véspera do casamento, pois, a 30 minutos de fechar na 6a feira, o povo da casa de festas me avisa que nada das bebidas chegarem, e que bebida tem de chegar antes para dar tempo de gelar. Tasca eu ir atrás dos meus irmãos, que foram atrás da empresa, que falou que o rapaz já tinha saído, mas pareceu não entender a gravidade da situação. Enfim, o motorista, apesar de estar acostumado com entregas na Casa do Alto, chegou lá depois do horário de encerramento, mas a Casa do Alto foi 1000 e esperou. Ah, e quem me ligou avisando do recebimento foi a casa, não o fornecedor de bebidas.

(Também, noivas, podem anotar aí na listinha de razões para ter cerimonialista para planejamento, não só a do dia. Se eu tivesse tido uma, não teria ficado nem sabendo e, em vez de um estresse na véspera do casamento, teria passado o dia em brancas nuvens.)


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